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Cada Lugar na Sua Coisa...

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Um livro de poesia na gaveta não adianta nada Lugar de poesia é na calçada Lugar de quadro é na exposição Lugar de música é no rádio Ator se vê no palco e na televisão O peixe é no mar Lugar de samba enredo é no asfalto Lugar de samba enredo é no asfalto Aonde vai o pé, arrasta o salto Lugar de samba enredo é no asfalto Aonde a pé vai, se gasta a sola Lugar de samba enredo é na escola _______________________________________________________ O mundo parece fora do lugar o tempo todo e eu quero gritar. Minha intuição funciona, o alvo passa por mim direto. Quero viver, quero gozar, quero fazer o que tenho esperado que o outro fizesse por mim. O outro é falho e talvez esteja perigosamente se afastando.  Quando era mais nova, todos os dias reservavam um medo do futuro. Hoje, aos 40 e alguns, o medo é de ter vivido em vão. Me escondi do amor com medo da intensidade que ele me devorava desde cedo. Hoje vejo que mais perigoso que um amor que devora é uma vida sem intensidade, sem propósito ...

As horas "mágicas"

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  Lembrei de você hoje. Espero que esteja tudo bem.

Tá chato

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Desisti de falar. Saudade de uma boa erva. Feliz 2026

Hopeless

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  "Tem dia que a gente se sente como quem partiu ou morreu..." Tenho problemas com controle. Autocontrole, controle do entorno... estar impossibilitada ou sujeita a situações que fogem ao meu controle são gatilho de ansiedade e pânico. E ironicamente nos últimos dez anos estive fora de qualquer controle e condução, principalmente da minha própria vida. Parecia o preço a ser pago para ter um abrigo, um lugar que eu pudesse chamar de casa.  As ilusões podem durar uma cota considerável de tempo, mas acabam. A absoluta falta de controle se faz presente enquanto os mitos que eu sozinha alimentei se esvaem como areia entre os dedos. E não quero mais. Mas não é um não querer libertador, é triste. Irremediavelmente triste.  Esse ano podia acabar, sem acabar comigo e com os meus afetos, sejam pessoas ou sentimentos. Ao que tudo indica não vai rolar.

Bardo Thodol

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  Acontece é coisa nessa vida, na mesma proporção que não acontece.  Novembro foi puxado. Comecei na esperança de oferecer a Exu o movimento. Um único dia tentando me comprometer com o necessário para continuar de pé e voltar a ser minimamente funcional me quebrou por dias. Fiquei uma semana inteira tentando completar um mínimo raciocínio e simplesmente não tive sucesso. E aqui não tô usando figuras de linguagem: qualquer pergunta feita a mim tinha uma única resposta. "NÃO SEI". "Como frita um ovo?" "NÃO SEI", "O que vai querer fazer quando conseguir levantar?" "NÃO SEI", "Você sabe andar?" "NÃO SEI".  A terapia aventou algumas hipóteses dolorosas que chegam a um unico resultado: isso é o que torna o TEA potencialmente incapacitante. Depois de eu não entender os limites, meu cérebro simplesmente se limitou. Não confia mais. Aparentemente um terço da minha vida eu vivo com nível de suporte mais alto do que a vida me p...

Where's my mind?

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Um dia imaginei saber o que era um esgotamento mental, e eu não podia estar mais enganada. Queria sentar diante do PC e discorrer sobre pensamentos soltos (a maior parte do tempo me sinto como o Wagner Moura narrando o Tropa de Elite em primeira pessoa, só que em um POV menos agitado e definitivamente antifascista). Penso demais, penso mal da maioria das pessoas e me comunico pessimamente nos últimos dias. Mas, voltando ao esgotamento mental... Ele te rouba as - supostas - boas sacadas, a linearidade, a capacidade de operações matemáticas básicas. É a ausência. A maior parte do tempo não me acho uma pessoa fofa. Qualquer presunção de fofura por terceiros vai pro caralho num shutdown. Sobra apenas uma suspeita que a cognição não volta e que aquele transe "amebístico" vai ser seu novo normal daqui pra frente. Mas o aniversariante de hoje que alugou o play e eu temos presumidamente a mesma faixa etária e o mesmo gosto musical.

"A nostalgia é uma bela mentirosa (...)

 Ela te mostra os melhores momentos enquanto esconde as razões pelos quais acabaram. Você navega por fotos antigas e recobra conversas passadas, e se convence de que o que já passou é melhor do que o que permanece. Mas se apegar a memórias te mantém preso entre mundos. Fisicamente aqui, mas mentalmente em momentos que não existem mais. Você está dando o seu presente a fantasmas que já seguiram em frente. A verdade mais dura é que suas lembranças são solitárias. Enquanto você analisa cada detalhe do que costumava ser, novas histórias que não te incluem foram criadas. Encontraram a paz se libertando daquilo a qual você ainda se apega. Sua mente não foi feita pra viver no passado. Ela foi feita pro agora. Pra criar novas conexões, pra se curar, pra crescer além do que já foi.  As boas memórias devem te informar gentilmente do seu futuro, e não mantê-lo como refém. Deixe o passado ficar aonde deve. O hoje precisa mais de você." _________ Não é meu, mas nem preciso dizer o quanto i...