"Tem dia que a gente se sente como quem partiu ou morreu..." Tenho problemas com controle. Autocontrole, controle do entorno... estar impossibilitada ou sujeita a situações que fogem ao meu controle são gatilho de ansiedade e pânico. E ironicamente nos últimos dez anos estive fora de qualquer controle e condução, principalmente da minha própria vida. Parecia o preço a ser pago para ter um abrigo, um lugar que eu pudesse chamar de casa. As ilusões podem durar uma cota considerável de tempo, mas acabam. A absoluta falta de controle se faz presente enquanto os mitos que eu sozinha alimentei se esvaem como areia entre os dedos. E não quero mais. Mas não é um não querer libertador, é triste. Irremediavelmente triste. Esse ano podia acabar, sem acabar comigo e com os meus afetos, sejam pessoas ou sentimentos. Ao que tudo indica não vai rolar.