E se um ônibus de dois andar nos esbagaçar???
Ontem e hoje, depois de dias sem conseguir parar de chorar profusamente, resolvi sair da toca, rumo ao extremo oposto da cidade, para me enfiar no berço de todos os meus traumas. Minha mãe ainda me oferece algum tipo de conforto, e eu, depois de 44 anos tentando resolver meus daddy issues (os reais), enfim descobri e resolvi dar essa resposta final a todo melodrama no qual estive inserida todo esse tempo: meu pai me odeia. Não que seja novidade, muito pelo contrário: se tem alguma certeza que carrego na minha vida é que meu genitor tem ranço de mim, e sempre que pode, faz questão de manifestar esse carinho reverso. Foi assim logo que precisei sair da clínica psiquiátrica (cedo e ao mesmo tempo tarde demais), quando minha família achou que seria saudável me enfiar num apartamento obscuro em uma praia em Saquarema com essas duas crianças que me colocaram no mundo. Ela, filha de oxum que teima em carregar sua doçura e sonsice que me enternece e emputece ao mesmo tempo, sempre foi a ...
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